e no fim tudo muda novamente

o percurso deste blog é no mínimo estranho. começa lá atrás, em Agosto de 2005 no blogger usando obviamente tecnologia Google. três anos depois, resolvo aventurar-me pela novidade de ter o meu próprio domínio e monto o blog num servidor escondido no outro lado do mundo e escolho usar um software obscuro, dotclear e faço a primeira importação sem problemas a partir do blogspot. seguindo a filosofia open-source, participo no projecto ao traduzir várias versões do software para Português de Portugal.

ainda mais mudanças

já estou a trabalhar aqui faz um pouco mais de 15 anos, tempo suficiente para pensar em mudanças. durante grande parte desse tempo, uns 11 anos talvez, estive numa área interessante onde havia criatividade e espaço para a inovação. certo é que nos últimos meses desse periodo a coisa piorou consideravelmente, fruto da politização dos serviços e aumento brutal da burocracia (vulgo papelada irrelevante). o foco da atenção de quem chefia deixou de ser o nosso “produto interno” e passou a ser “agradar aos doutores e engenheiros”.

o questionário do pedro

o meu amigo Pedro Rebelo lançou ontem um pedido para todos nós respondermos a um pequeno questionário online. tem um título que diz praticamente tudo: “Sobre os valores que se atribuem à imagem fotográfica no Instagram” logo aqui aparece o primeiro problema, alguém achar que uma foto no Instagram terá qualquer valor para além de aparecer num ecran minúsculo ou numa página web. sim, eu fiquei a saber durante a discussão que tivemos que uma destas fotos foi vendida por $90.

dez anos

algures lá para o meio do ano, farão dez anos que eu me aventurei pela nova moda da época, os blogs. sim eu sei, eu já tinha tido “websites pessoais” anteriormente, tanto no geocities (1997) como no terravista, (ambos entretanto defuntos) mas a coisa dos blogs era mais simples de gerir, não tinhamos que andar com HTML para a frente e para trás. enfim, o primeiro post (no blogspot) foi a 5 de agosto de 2005, e desde então que muitos mais viram a luz do dia.

José Cid – 10000 anos depois entre Vénus e Marte – Coliseu dos Recreios, Lisboa

Confesso que ainda ouço todas as musicas tocadas no sábado passado no Coliseu pelo mestre José Cid. Este não é o José Cid que vocês aprenderam a odiar. Não é o “macaco que gosta de banana” nem “o favas com chouriço”. Esses foram os precalços de uma vida como artista num país em que sair fora da caixa era praticamente garantia de pouco ou nenhum sucesso comercial. Também não é o artista nú com o seu primeiro disco de ouro, fruto de um protesto contra o formato playlist das rádios nacionais, que tratou de aniquilar a música nacional.

49 anos e muito pouca paciência

preciso de colocar coisas no ether, coloca-las de forma pública para que outros entendam “cenas”, já que a paciência tem sido pouca. ando farto de muita coisa, especialmente das pessoas e suas atitudes. penso que tenho criado uma certa aversão à estupidez, o que é mais ou menos espectável numa pessoa que esteja há mais de 10 anos na mesma organização. farto das decisões da política por decreto, farto da falta de decisões em processos fundamentais que vão afectar toda a organização, farto da falta de tomates para enfrentar o que tem que ser enfrentado e finalmente, a falta de visão de como é que a organização se quer ver a si mesma daqui a vá, cinco anos.

Nova playlist no Youtube

lembrei-me de criar uma playlist no meu canal no YouTube que contenha todo o conteúdo relacionado com as minhas investigações sobre multicopters. podem ver aqui todos os vídeos ordenados cronologicamente onde aparece a evolução desde o bicopter original até ao tricopter na sua versão actual. diz que está na moda criar estas coisas de modo a dar aos visitantes uma melhor experiência de visualização do canal, tendo as coisas organizaditas.

adeus Dotclear, olá WordPress

estava planeado há séculos, mas faltou a paciência para o concretizar até agora. ontem do nada o blog começou a dar erros e resolvi migrar isto tudo de um lado para o outro. sei que se perderam links, imagens e outros media antigos, paciência.   o que interessa mesmo é o texto, as letras, as palavras e as ideias e continuar a escrever, que é o que dá vida ao blog

o disco mal prensado

ou como passei a odiar Scorpions em meados dos anos 80 do século passado, trabalhava eu numa pequena fábrica que “manufacturava” umas aparelhagens Hi-Fi da marca AKAI. Neste cenário idílico de pastos e campo entre Trajouce a Abóboda, produziam-se equipamentos segundo o maior rigor japonês. para contextualizar a geração corrente, por aparelhagem leia-se, um conjunto de: receptor de rádio, leitor e gravador de cassetes, gira-discos de vinil, amplificador e colunas. sim, está ausente o leitor de CD’s porque apesar de já ter sido inventado, não era comum ser comercializado em Portugal.

A teoria do chefe

(ou como ser criativo no uso de produtos de higiene feminina) Todos nós em algum ponto da vida tivemos um chefe. Bom ou mau, sabedor ou idiota, foi ele que comandou as tropas durante todo o tempo que esteve a cargo da “equipa”. Circula pela net uma imagem que distingue visualmente o chefe do líder. E é de líderes que precisamos, já chegam os chefes mesquinhos que grassam o nosso povo.