bicicletas, gregórios e travesseiros

e então a malta lembrou-se de ir dar á perna.

depois de uma boleia não prevista, e de terem comparecido os três parceiros, lá pusemos o material na estrada.

saída de Mem Martins com um destino vágamente definido, Serra de Sintra.

primeiro pitstop: estação de serviço para alinhar a pressão do pneu (muito importante), depois rumo á aventura na velocidade mais parecida com o passo de caracol (determinado pelo elemento mais lento), lá chegámos a Sintra (20 minutos).

depois de circular nuns sentidos proibidos bastante engraçados, lá chegámos ao largo das famosas chaminés. ocorreu aqui o primeiro reagrupamento.

seguindo a estrada Sintra-Monserrate, lá sofremos na subida da Regaleira-Seteais até que chegámos á primeira das descidas velozes.

depois de ter andado a uns alucinantes 53km/h neste mini troço, fizemos a primeira paragem.

uns reabasteceram o bandulho com água, outro foi ao gregório. ainda estamos para saber o que causou o mesmo, se foi do esforço da Regaleira combinado com o fresco sentido na descida alucinante até á paragem, mas o facto é que o moço ia deitando os bofes fora.

nisto, já o GPS que vinha a gravar o percurso mostrava sinais de tédio. “mas afinal estes gajos veem para andar ou parar?”

fomos informados nesta altura que os quilometros seguintes seriam feitos á base do pedal… lá seguimos então penosamente pela serra adentro, aproveitando o excelente ar puro e ouvindo os passaros de vez em quando.

chegados ao lago que é usado pelos helis do combate ao incendio, começamos a cruzar-nos com os verdadeiros ciclistas, aqueles alucinados que fazem o downhill a sério… (que loucura) embora a velocidade não seja muito, o perigo da queda é eminente…

finalmente chegámos ao cimo (ou assim pensavamos nós), ou seja, o largo/cruzamento junto ao convento dos Capuchos. estando perto do topo, só há um caminho, para baixo… ou será?

parece que para irmos para baixo, de volta a Sintra, temos que subir ainda mais um pouco…

e lá fomos, primeiro por um trilho que parecia interessante, depois o nosso ‘guia’ decidiu que era para virar á esqueda, jogada essa que não deu para perceber… claro que andámos perdidos um bocado até darmos com a estrada.

lá seguimos pelo alcatrão fora, penosamente, umas vezes a pé, outras a andar e, muito raramente, a pedalar…

“at last” chegámos ao topo da famosa rampa da pena! iuhuu!!! agora é sempre a descer!

bom, meninos não tentem isto em casa, nós somos ciclistas profissionais, fazemos disto a nossa vida!

e há já muito tempo que não sentia a falta de travões de forma tão séria e notória! bolas, aquilo é de loucos, mesmo alucinante!

chegados á base (eh lá, como foi que cheguei aqui tão depressa???), tomei a decisão, “tou a morrer de fome, vou-me aos travesseiros! quem quiser que me acompanhe”

enquanto restabeleciamos os níveis de acucar com vários travesseiros, empurrados com café ou galões, o GPS fazia o favor de desemparelhar com o PDA, dando assim por terminado o track do passeio, mada mal dos nossos pecados. sim, porque a aventura estava longe de terminar…

fica aqui o track para quem quiser ver (requer o google earth) [passeio em sintra|http://www.loide.net/f/sintra-20071110.kmz|pt].

voltando aos pedais, havia ainda mais uma subida penosa pela frente, de sintra até chão de meninos (ás queijadas do preto :P), nesta altura já não se viam grandes sorrisos nem grandes piadas (tirando a famosa “são só mais 50 metros”), já estava tudo mais que arrasado.

depois de ter abastecido de queijadas em formato “take away” voltamos a montar no selim para a tirada final, praticamente toda ela a descer. curiosamente aprendi um atalho novo, só não sei é que sou capaz de o fazer de novo, já que o GPS a esta hora estava recolhido…

os quilometros finais foram feitos em estado lastimável, penosos, complicados… o que vale é que as subidas estavam todas para trás. e acabou…

um dia destes haverá mais!

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