a instabilidade da coisa

a coisa e o coiso são dois eufemismos que usamos frequentemente para quando temos falta de palavras para exprimir algo, mas que os que estiverem dentro do contexto percebem.

arranjar maneira de referir o coiso de outra forma é por vezes muito mais dificil do que pensavamos à primeira vista, até poruqe o coiso é sempre mais giro, dá origem a interpretações menos correctas e muitas vezes caricatas.

a piada está em fazer com que a coisa pareça mais um objecto abstracto do que propriamente aquilo que é na verdade.

de facto a responsabilização da parte dos superiores é uma ‘coisa’ complicada. nem sempre há os frutos horticulas à mão para poder dar o proverbial murro na mesa, pois como a ‘coisa’ não ficou definida, ninguem quer pegar no ‘coiso’.

e o facto que agrava de forma absurda é (já várias vezes aqui citado) a vontade de fazer algo sem na verdade haver esforço para o fazer. exemplo: algo tem que ser feito, algo que todos querem ter, mas que ninguem quer fazer. a ‘coisa’ fica assim complicada, técnicamente fazível mas politicamente difícil de implementar. mais, como a responsabilidade é um fardo demasiado pesado para transportar, deixa-se tudo na nuvem, à espera que alguem se interesse pela ‘coisa’ e que a leve a bom porto.

o resultado está obviamente à vista, bostada garantida.

não é a coisa nem o coiso que estão instáveis, é antes toda a máquina que produz a necessidade para que hajam coisos e coisas mal definidas, é essa sim é a essencia que as alimenta e que em ultima análise a mantém a funcionar. ou seja, somos todos movidos a bosta.

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