a vida não é só isto!

Quarta, Setembro 28 2011

a quatro do meio

mais um dia,

ocorre uma vez em cada ano, inexoravelmente, como se fosse mesmo mesmo obrigatório,

o aniversário.

este ano em circunstâncias menos felizes, com muitas preocupações, com muitos pensamentos negativistas.

a vida troca-nos as voltas por vezes, não há nada a fazer.

essa coisa difícil, que tem um fim conhecido, a morte. nenhum de nós a quer, mas no fim, ela está lá, à nossa espera.

eu já tinha escrito várias vezes sobre este assunto no blog. o que está diferente agora é um familiar no limiar daquela palavra que nenhum de nós quer ouvir falar. terminal.

em resposta ao título do post, estou a quatro anos do meio século, não que eu queira, mas é assim que a vida me manda, à fava, à merda ou simplesmente à indiferença com que costuma tratar os humanos.


já me questionaram o porquê de não ter escrito nada desde agosto.

setembro tem sido um mês carregado de coisas boas e coisas más.

das coisas boas tenho os amigos. tanto os físicos como os virtuais, todos têm ajudado QB a superar os problemas da vida!

nas más, sinceramente não quero falar sequer.

o futuro adivinha-se negro, disso não tenho qualquer dúvida. só espero ter a força necessária para poder enfrentar os dias difíceis que se adivinham. calculo eu que deve acontecer tudo ao mesmo tempo, de forma a causar o maior impacto possível, em total respeito pela estúpida Lei de Murphy.

mas espero que tudo corra pelo melhor, tenho muito amor do meu lado, com isso sei que posso contar!

parabens a mim, yay...

Terça, Junho 1 2010

licenciatura, parte I

ando há já dois dias a recolher documentos e dados para actualizar o meu CV, de forma a poder dar finalmente o passo em direcção à inscrição na universidade.

tanto papel, tanta burocracia.

num país que se diz na linha da frente em relação às novas tecnologias, ainda se tem que mostrar tudo em papel.

posso compreender a razão para tal, há muito mentiroso por aí fora.

talvez quando os leitores de cartões forem distribuidos de forma gratuita a todos os locais onde haja contacto com o público, e quando o próprio cartão seja gratuito, se possa finalmente proceder à assinatura digital de documentos, usando para tal o certificado digital único de cada cartão.

talvez só assim se possa acabar com o papel... um dia...

Domingo, Janeiro 31 2010

religiões

aproveito o último dia do mês para apresentar mais uma reflexão.

começo-a sem ter uma ideia definida da totalidade do texto que vos proponho a ler.

há algumas semanas atrás acabei de ler com satisfação o livro mais recente do José Rodrigues dos Santos, Fúria Divina. achei fascinante a forma de como o autor descreve detalhadamente muitos dos ensinamentos do Corão.

de facto além de uma história bem contada, finalmente percebo a motivação e as razões que governam toda a cultura muçulmana. e fico particularmente chocado por perceber que solução para o adultério é a lapidação, que as mulheres na entrada da puberdade têem que passar a sair à rua vestidas de cabeça aos pés.

mas a realidade é que todas estas "restrições" ou "ensinamentos" estão escritos no Corão.

apresentei a cultura muçulmana como um dos exemplos dos erros da nossa civilização ao longo dos anos, na realidade desde o inicio dos tempos.

o problema da grande maioria das religiões está na intrepretação dos documentos antigos, sempre sujeita aos caprichos de quem governa.
alguns exemplos das coisas boas dos documentos históricos, sabem qual a razão porque os fiéis devem lavar as mãos e pés antes de entrar no templo? e porque razão também é proibida a ingestão de carne de porco?

para compreender temos que recuar mil e quatrocentos anos no passado e compreender que as condições de vida no médio oriente* não eram as melhores. ao obrigar os fiéis a uma higiene cuidadosa, pelo menos uma vez por dia, o profeta conseguia assim minorar os problemas causados pela falta de higiene. quanto ao porco, todos sabemos que a carne necessita de ser bem cozinhada e devemos ter um cuidado redobrado na sua confecção. penso que naquela altura deveria ser mais fácil proibir o consumo do que garantir que as condições melhorassem. (* e não só, nesta altura na Europa a nossa civilização era muito,mas mesmo muito porca e suja )

mas infelizmente são sempre apresentados e realçados todos os aspectos negativos de qualquer tipo de religião, que não seja a de quem está a apresentar a questão.

dizer mal de "outras" religiões é facil, demasiado fácil. eu por exemplo, que estou entre os ateus e os agnósticos, posso facilmente dizer bem ou mal de todo o tipo de religiões que eu queira. mas escolho não o fazer, limito-me a comentar.

uma das mais aceites é a católica (de qualquer tipo de forma), mas esquecemos toda a idade média (the Dark Ages), com a infiltração da igreja nos assuntos de estado, com a perseguição doentia por 'evangelizar' outros ideais e apesar de tudo pela estupidez sarcástica da inquisição. destas coisas é que a igreja não se orgulha, nem destas nem de todas as missões feitas por Africa fora, em que a verdadeira missão era acabar com os rituais pagãos e não de ajudar as populações locais.

infelizmente pouco conheço as religiões orientais, tais como o budismo, mas do que eu entendo são religiões que toleram a presença de outras e sem que as mesmas sejam motivo de qualquer tipo de ameaça.

o que me leva de volta ao inicio e à "jihad", a guerra santa. sei agora que o Corão diz que todo o muçulmano deve lutar até à morte contra todos os que não partilham da mesma fé. mas esta é uma das inúmeras interpretações dos textos originais.

o passado guarda na memória todas as confrontações, todo o ódio e toda a guerra gerados à volta de Jerusalém.

que o passado seja uma janela de como queremos que o futuro seja e que não digam que existe uma religião melhor do que outra, pois para mim todas são iguais e a grande maioria só quer uma coisa, poder.