a vida não é só isto!

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Segunda, Março 10 2014

o disco mal prensado

ou como passei a odiar Scorpions

em meados dos anos 80 do século passado, trabalhava eu numa pequena fábrica que “manufacturava” umas aparelhagens Hi-Fi da marca AKAI. Neste cenário idílico de pastos e campo entre Trajouce a Abóboda, produziam-se equipamentos segundo o maior rigor japonês.

para contextualizar a geração corrente, por aparelhagem leia-se, um conjunto de: receptor de rádio, leitor e gravador de cassetes, gira-discos de vinil, amplificador e colunas. sim, está ausente o leitor de CD’s porque apesar de já ter sido inventado, não era comum ser comercializado em Portugal.

esta aparelhagem era composta por elementos separados, completamente em contraste com o que se pode comprar hoje. É certo que os equipamentos que eram produzidos nesta fábrica e vendidos em Portugal estavam situados numa faixa de preços que os tornava pouco acessíveis aos comuns mortais.

e é no meio desta situação que é lançado em 1984 (ou 1985, a minha memória já não é o que era) um single com a nova faixa dos Scorpions, o infame “Still Loving You”. esta faixa com 4:48 (seguindo a wikipedia), era um pouco mais longa do que os habituais 3:00 das versões rádio.

estes “segundos a mais” tornaram este single numa gigantesca dor de cabeça, pois tivemos literalmente dezenas de reclamações de clientes, que diziam não ser posssível ouvir a musica até ao fim.

o gira-discos contém um mecanismo simples que, aos “x” segundos de reprodução despoleta o sistema de elevação e retorno do braço de leitura para a posição de descanso e desliga por fim o gira-discos.

ora, segundo o maior rigor japonês, todos os equipamentos eram testados e afinados com um disco “master” que continha faixas com sons diversos de forma a que se pudesse analizar o bom funcionamento de toda a electrónica.

nós usavamos apenas a faixa do “fim de disco”; aliás, esta faixa é a principal responsável que eu soubesse contar de um até vinte em japonês durante grande parte dos anos 80 e 90, sendo que agora só sei até cinco (acho).

o conteúdo desta faixa é simples de explicar, temos uma voz feminina que começa a contar de um até trinta com uma cadência certa e o mecanismo que já referi deve actuar entre o número vinte e um e vinte e três.

este valor estava nas ordens de teste e representa um valor médio para a duração de uma faixa de áudio de um LP ou de um single. mas claro, para os Scorpions isto não era suficiente, tinha que terminar bem para lá dos valores da tabela.

entram as decisões do marketing, “Ah e tal, isto não pode ser, as pessoas compram o disco e isto não toca nos nossos leitores!“. de pouco adiantou o argumento de que provavelmente o problema também existiria nos equipamentos da concorrência. “Não senhor, temos que resolver isto”, dizia o marketeiro.

no dia seguinte, havia um novo equipamento de testes na mesa, um conjunto de singles da malfadada banda com a odiosa música…

talvez percebam agora porque é que os odeio desde então.

Sexta, Fevereiro 7 2014

A teoria do chefe

(ou como ser criativo no uso de produtos de higiene feminina)

Todos nós em algum ponto da vida tivemos um chefe. Bom ou mau, sabedor ou idiota, foi ele que comandou as tropas durante todo o tempo que esteve a cargo da “equipa”.

Circula pela net uma imagem que distingue visualmente o chefe do líder. E é de líderes que precisamos, já chegam os chefes mesquinhos que grassam o nosso povo.

O bom chefe ouve e aconselha-se junto daqueles que fazem o trabalho todos os dias, e que encontram todo o tipo de dificuldades do trabalho real.

Já o mau chefe comporta-se com um verdadeiro Nero dos tempos modernos, apodera-se de todo e qualquer poder ao seu alcance, faz a vida negra a todos.

Incendeia discussões, coloca metade da equipa em conflito com a outra e por fim, quando lhe chegam as sugestões ao ouvido comporta-se como um penso higiénico de excelente qualidade.

Eu explico, por um lado, cola-se ao chefe que está mais acima na hierarquia, pelo outro absorve tudo o que vem de baixo.

Terça, Janeiro 28 2014

nove meses de silêncio

muito tempo sem escrever, tanto para dizer.

continua a vida, o tempo não pára, tal como o arrastão continua a dragar o fundo do mar, sem se preocupar com as consequências.

e continua, sem parar.

mesmo.

por estes lados as coisas teem andado, umas vezes melhor, outras vezes pior.

houve sucesso na maioria dos casos, alguns falhanços pelo meio, não há que enganar.

o maior sucesso foi sem dúvida a conclusão da licenciatura, em Outubro de 2013, após dois meses a dar no duro e com muita edição documental. em retroespectiva, foram três anos algo duros, mas que agora eu diria que foram mais fáceis do que eu poderia ter pensado no inicio. foi acima de tudo uma grande aventura, em que a ajuda dos 5 uatla boys foi preciosa se não crucial mesmo para o sucesso total. dos cinco, só dois ainda não completaram o trabalho de fim de curso. será para breve, penso eu.

naquilo que paga os melões, houve também mudanças, mas ainda é cedo para perceber. cada vez mais estamos distantes dos reais utilizadores dos nossos produtos. o resultado é simples, as prioridades deixam de ser as reais e passam a ser as políticas. uma tristeza, cada vez mais tenho VERGONHA de dizer onde trabalho.

está instaurada a política do chefe "penso higiénico", absorve tudo de um lado e cola-se ao que está em cima. resultado prático: uma cagada. mas não são todos assim, existem raras excepções.

finalmente consigo montar um zingarelho que voa, um tricopter. este é a terceira iteração de "coisas que voam" e desta vez penso ter feito um bom trabalho. há vídeos no meu canal do , uns melhores, outros piores, mas todos de certa forma divertidos.

nos últimos dois anos os meus progenitores deixaram-nos. ambos por doença, o que é uma merda.

salva-nos a descendência, que continuamente nos faz rir, chorar e enervar.

é o ciclo da vida.


mais coisas num futuro breve, que hoje a inspiração não dá para muito mais.

Quinta, Maio 9 2013

naquele dia

decidiu que já tinha trabalhado o suficiente, desligou o computador, disse um lacónico "até amanhã" aos colegas e saiu. em vez de usar o elevador, resolveu ir pelas escadas até à porta de saída, caminhou pelo parqueamento até onde tinha o carro estacionado. entrou no carro e suspirou "que dia!". saiu do parque e conduziu sem rumo, pela estrada velha, pelo meio das povoações. a inquietude começou a assola-lo pois havia algo de muito errado com tudo o que se passava à sua volta. num dos cruzamentos, reconheceu a outra estrada, com muito mais movimento e escolheu a direcção que o levava a casa. em vez de ir depressa, foi andando devagar e, muito estranhamente, viu algo que lhe chamou a atenção, um prado verdejante. parou o carro e saiu. "que estranho, não me tinha apercebido que aqui havia uma coisa tão bonita como este campo verde". foi então que percebeu...

naquele dia quando saíu do emprego, o sol ainda brilhava no céu

Quinta, Abril 11 2013

tubo de escape

já passava das onze da manhã quando decidi desviar da estrada principal.

seguir uma placa que indica um monumento ou ruína é por vezes sinal de locais com muita paz e sossego, nomeadamente quando estamos a falar de sítios perdidos no mapa.

e lá fui, seguindo a estrada estreita, à qual o meu GPS nem se atreveu a dar qualquer classificação, do tipo EM ou mesmo CM. não, desistiu logo e disse lacóniamente "caminho desconhecido".

passaram-se alguns minutos e quilómetros, a beleza do espaço circundante disse-me que era obrigatório a abrir a janela e deixar que o ar realmente puro me invadisse o espaço interior. não é que viesse esterilizado do meu ponto de partida, mas estava pelo menos pressurizado.

abri as janelas.

fiquei imediatamente embriagado com o excesso de oxigénio e pólen, juntamente com uma panóplia de cheiros que me enebriaram os sentidos, parei o carro.

cambaleando, decidi sair por momentos, para ver se conseguia que todo o meu ser recuperasse da droga grátis que a Natureza tem para nos oferecer, de borla.

quando voltei a abrir os olhos senti uma humidade no pescoço e uma certa tontura, tinha caido na berma para cima de um tufo de ervas.

raios, estou farto de perder a consciencia cada vez que vou para o campo e respiro ar puro.

será que eu conseguia mesmo viver aqui? com tanta qualidade de ar puro? acho que não, no fundo, eu sempre soube que eu só era um tubo de escape, como tantos outros que morrem assim que os níveis de oxigénio se aproximam dos 20%, valor mais ou menos normal.

lá me levantei, tirando todo o lixo que se colou a mim, e decidi que iria ver até onde é que aquele caminho me levava.

mais alguns minutos a conduzir, chego ao destino, um parque de estacionamento em terra batida, com um simples contentor de lixo e umas placas informativas. mais abaixo fica o aldeamento, dizem que da Idade do Bronze, e la vou a desçer o caminho íngreme.

fico parado em frente a um monte de pedras, que dizem ser a porta de entrada para o espaço fortificado.

entro.

vagueio pelo espaço, com uma certa sensação de ter sido transportado no espaço e no tempo para uma daquelas séries que tenta mostrar como era a vida em tempos idos. sente-se uma presença de algo no ar, tal cemitério em dia de "zombie's day out".

dou comigo a tentar imaginar como seria a vida aqui, milénios atrás, como seriam os cheiros, certamente nauseabundos, como seriam as cores, talvez não tão variadas como num qualquer mercado de vila.

subo a um dos muros e sento-me.

deixo o meu olhar vagear pela paisagem que vai despindo os pormenores à passagem dos meus olhos, descubro várias construções igualmente em ruínas em colinas próximas, um rio mais lá ao fundo, vários caminhos de cabras e árvores, muitas árvores.

tiro o casaco de malha e enrolo-o a fazer de almofada e encosto-me, fechando os olhos, como se entrar em meditação fosse, suavemente aquecido pelo sol, que, ao mostrar-se e esconder-se pelas núvens me foi embalando e eventualmente acabou por me adormecer.

...

acordo com frio, o sol estava a por-se.

lembro-me de repente que estive deitado em cima de um muro e que qualquer movimento súbito pode fazer com que eu chegue muito rapidamente ao fundo da ribanceira.

subo a custo o caminho que me leva de volta à civilização, ao parque de estacionamento, ao meu carro e à estrada que me leva de volta.

...

voltarei certamente, um dia destes

(C) 2013 Luis Correia

Quinta, Fevereiro 21 2013

a inventar desde 2010

December 8 2011, 4:54 AM by Luis Correia

esta coisa de ter que estar constantemente a inventar nos escritos para a universidade, é coisa que me tem estado a irritar solenemente.

e mais, aquela paranóia que eles têm pelas referências bibliográficas, o abuso puro pelos formatos idiotas de criar documentos, é pá, irrita-me.

solenemente.

mas pronto, para termos o tal canudo temos que seguir as idiotices académicas.

estamos no final de 2011 e ainda há quem nos entregue documentos em papel, pois 'é mais fácil de seguir'...

pois pois, mas depois para ir reler os documentos todos, andamos literalmente aos papéis, em vez de andarmos aos PDF's.

e pronto, depois do desabafo lá vou continuar a criar a rede para a "LDA, Limitada"

bah!

Quarta, Fevereiro 20 2013

don't

(November 8 2011, 8:13 AM by Luis Correia)

over do it.

that's it really.

try small, baby steps

you'll make it

even

if all odds seem to be against you

if not sooner

then eventually :P

Segunda, Fevereiro 18 2013

startups, rise and fall

no final da semana passada o mundo online ficou "chocado" com o anúncio de que o posterous.com iria encerrar as portas a 30 de Abril.

nada que não fosse de espantar, já que quase tudo o que o twitter compra, ou é esmagado, aglutinado ou simplesmente extinto.

portanto a partir de hoje irei colocar aqui, por ordem cronológica todos os textos que foram escritos no site stuff.loide.net, que era um posterous space.

(para já não está planeada a migração do love4codebits.info)

Quinta, Janeiro 24 2013

teorias da conspiração

há uma teoria interessante no imaginário popular que diz que as consolas, depois de modificadas para funcionar com jogos "alternativos", avariam.

apesar de não gostar, posso usar também o termo "jailbreak" para explicar o que é a modificação, e uso este termo para explicar também a teoria de que quem faz jailbreak ao iPhone, iPad e iPod, causa um impacto brutal na autonomia da bateria.

pois bem, sobre as consolas digo que, entre outros factores, as falhas no funcionamento das mesmas devem-se a erros graves de design. sendo equipamentos que vão habitar um espaço comum, tipicamente a sala de estar, devem ser silenciosos. mas os developers do hardware têm que ter um compromisso assumido em que o ruído produzido pelas ventoínhas de ventilação tem que ser o menor possível.

a eficácia de uma ventoínha passa por ter uma grande área de superfície de movimentação de ar, ou pela alta rotação da mesma. ora como se pode depreender, ao querer produzir algo o mais pequeno possível, ou se escolhe uma ventoinha grande e relativamente silenciosa (ps3) ou usamos duas pequenas, mas de velocidade mais elevada (xbox 360 1ª geração).

temos depois todo o sistema de manutenção de temperatura, que vai variando a velocidade da ventoínha conforme o aquecimento dos componentes internos, mas que normalmente preza o conforto do espaço, mantendo o arrefecimento no que é considerado aceitável.

esta parte deste pequeno post tratou de descrever o que eu acho estar de errado com estas consolas, o equilibrio precário entre arrefecer e fazer barulho.

onde é que entra então o "jailbreak"?

começo pelos iCoisos, ao fazer jailbreak, podemos subitamente desatar a instalar tudo e mais umas botas, experimentando incessantemente todos os programas que acabamos de lá colocar. isto origina logicamente um aumento do consumo da bateria, tal é a nossa vontade de ver e testar tudo.

nas consolas acaba por acontecer mais ou menos a mesma coisa, se antes tinhamos uma biblioteca de jogos com poucos títulos, podemos agora passar muito mais horas a experimentar montes de jogos, quase todos exigentes em termos de recursos gráficos.

passamos portanto de uma consola que tinha uma utilização média de uma a duas horas por dia, para umas cinco ou seis horas por dia. isto somado a um uso muito mais frequente, potencialmente todos os dias mesmo em vez de ser só quatro ou cinco horas no fim de semana, dá como resultado final muito aquecimento, fraca ventilação, tanto dentro da consola como na área circundante, isto tudo durante muito tempo seguido, resulta em stress nas bolas de soldadura BGA.

os ciclos de aquecimento e arrefecimento vão sucedendo, até que as BGA acabam por deixar de ligar o processador/gráfica à mainboard, causando os famosos RRoD na XBox e o YLoD da PS3.

na minha opinião, deveria ser possível o utilizador poder gerir a velocidade da(s) ventoínha(s), e assim poder manter a consola o melhor ventilada possível.

conclusão: não é o "jailbreak" que dá cabo das consolas, é o excesso de uso.

(aprendam que eu não estou aqui sempre)

Quinta, Novembro 22 2012

comando para arcade

voltando a revisitar um assunto já com alguns anos por este lado, mais uma vez vejo-me virado para continuar a criação de uma arcade.

desta vez, o objectivo é construir o adaptador de joysticks e botões para teclado USB.

agarrando no projecto mamepanel, e com base neste pequeno kit breaduino, penso ser possível prosseguir sem grandes entraves.

falta apenas determinar se conseguimos fazer isto com o cristal de 16Mhz que vem com o kit ou se temos que ir arranjar um de 12Mhz (frequência mais comum em dispositivos USB). assim que tenha o protótipo feito com um Atmega328p, logo se decide.

stay tuned

Domingo, Outubro 28 2012

avaliar é preciso

escrevo sem vontade de o fazer. talvez pela falta de tempo, concentração ou mesmo de pura inépcia de produzir algo de verdadeiramente novo.

mas penso que vou conseguir.

este foi um ano particularmente difícil. fez um ano que uma das pessoas mais importantes para mim, nos deixou, e ainda nada foi escrito. a seu tempo, a seu tempo.

entre projectos de trabalho, coisas de geek, ideias que nunca irão ver a luz do dia, apresentações no codebits, projectos largamente falhados, este ano que passou teve de tudo.

teve também um enorme vazio na alma, que prometi escrever em breve.


mas acima de tudo, agora depois da segunda semana de aulas, finalmente percebo que, porra, sou um finalista de uma licenciatura.

em retrospectiva, deixo a escola definitivamente em 1983, com um 8º ano concluído miseravelmente (duas negativas), sem nunca mais ter voltado a olhar para trás. vinte e sete anos depois decido, assim sem mais nada, sem rede, sem medo, voltar a estudar.

o grande impulsionador foi sem dúvida a minha passagem meteórica pelo programa das novas oportunidades, em que consigo validar os meus conhecimentos adquiridos em contexto profissional, humano e pessoal, validando um 12º ano.

sou portanto um finalista.

de uma licenciatura.

de um curso superior.

Quarta, Julho 11 2012

codebits vi

este é o ano do "vi", mais propriamente o ano do sexto .

espero ser aceite para esta edição, dado que gostei da experiência de ter apresentado uma talk , e de voltar a ver as pessoas que tinha conhecido no ano anterior.

para quem não conhece, o codebits é um evento diversificado em que podemos conhecer pessoas interessantes do mundo da informática (mas não só), onde podemos ver apresentações sobre todo o tipo de temas, como fazer ovos moles e lançar balões para a estratoesfera. o espaço está aberto 24h/dia e dura três dias. a alimentação é de borla, assim como o café e litros de redbull em embalagens de uso individual.

há sempre acontecimentos paralelos, como os Tacos Nucleares e competições de diversos tipos.

por isso, se gostas de tecnologia, pensa bem se queres passar três dias em extase puro, lá para Novembro.

nota: planeio submeter pelo menos duas talks: bi-copter 2.0 e home automation com nanode

Domingo, Julho 1 2012

sabor de verão

chegou atrasada, como já era habitual.

pediu um sumo de laranja, com gelo e sem palhinha.

depois de um olá distante, virou-se para a janela e sorriu para o horizonte.

suspirou e disse: “Sabes, tenho saudades do Verão”

e bebeu o sumo gelado, como se estivessem 38C na rua, em vez da chuva e neve que caíam lá fora.

Terça, Fevereiro 7 2012

Creative Commons

a licença de utilização deste blog mudou hoje para CC-BY-NC-SA.



e é tudo por agora, esta alteração cobre também todos os artigos publicados até agora.

Segunda, Dezembro 5 2011

mais coisas, em breve...

tenho aqui uns textos agendados para serem escritos sobre vários temas, mas nenhum realmente pronto para publicação.

a saber, irei falar de:

  • o meu pai, o artesão
  • o regresso às aulas
  • a minha participação no Codebits deste ano
  • a construção do bi-copter

aqui, em breve

Quarta, Setembro 28 2011

a quatro do meio

mais um dia,

ocorre uma vez em cada ano, inexoravelmente, como se fosse mesmo mesmo obrigatório,

o aniversário.

este ano em circunstâncias menos felizes, com muitas preocupações, com muitos pensamentos negativistas.

a vida troca-nos as voltas por vezes, não há nada a fazer.

essa coisa difícil, que tem um fim conhecido, a morte. nenhum de nós a quer, mas no fim, ela está lá, à nossa espera.

eu já tinha escrito várias vezes sobre este assunto no blog. o que está diferente agora é um familiar no limiar daquela palavra que nenhum de nós quer ouvir falar. terminal.

em resposta ao título do post, estou a quatro anos do meio século, não que eu queira, mas é assim que a vida me manda, à fava, à merda ou simplesmente à indiferença com que costuma tratar os humanos.


já me questionaram o porquê de não ter escrito nada desde agosto.

setembro tem sido um mês carregado de coisas boas e coisas más.

das coisas boas tenho os amigos. tanto os físicos como os virtuais, todos têm ajudado QB a superar os problemas da vida!

nas más, sinceramente não quero falar sequer.

o futuro adivinha-se negro, disso não tenho qualquer dúvida. só espero ter a força necessária para poder enfrentar os dias difíceis que se adivinham. calculo eu que deve acontecer tudo ao mesmo tempo, de forma a causar o maior impacto possível, em total respeito pela estúpida Lei de Murphy.

mas espero que tudo corra pelo melhor, tenho muito amor do meu lado, com isso sei que posso contar!

parabens a mim, yay...

Domingo, Agosto 14 2011

novo centro de comunicações

como primeiro dia de férias, nada como implementar uma ideia que já por cá andava há algum tempo e desatar a desmontar todo o meu sistema de acesso à Internet.

com efeito, tinha tudo isto ao meu lado, de uma forma, erm... hum... um pouco atabalhoada.

pensando bem no equipamento que cá tenho, fazia todo o sentido ter tudo o mais próximo possível da entrada da linha ADSL, já que estou um pouco distante da central PT, e a esta distância, todos os centímetros contam.

por isso decidi mover tudo de sítio.

ao colocar a minha AP wireless 11n no ponto mais central da casa, espero ter uma maior cobertura wireless, pois esta casa parece que tem paredes feitas de kryptonite, que como é sabido, bloqueiam a banda dos 2.4Ghz, efectivamente lixando qualquer tipo de rede sem fios.

depois, ao ter o splitter ADSL (uma relíquia da Alcatel, que ninguém dos contact centers conhece) muito mais próximo da entrada da linha, espero ter uma larga melhoria na sincronização do sinal. se melhorar significativamente, acho que até vou pedir à Vodafone que me aumente o limite por nós imposto de 8Mb. logo se verá.

outro aspecto que espero melhorar também, é colocar tudo o que diz respeito a comunicações num único sítio, com um acesso fácil, para eventuais necessidades de intrevenção.

passando ao hardware propriamente dito, eis o que por cá anda:

Splitter ADSL fixo (Alcatel 1000 ADSL LP)
Modem ADSL (SpeedTouch ST516V6)
Router/Firewall com LEAF Bering uClibc numa board PcEngines WRAP1C
Router wireless em modo AP Ralink based (2860) Minitar MWNAPR-1 11n
um transformador de 12V que alimenta a AP e o Router
um transformador de 22v que alimenta o modem ADSL

antes de colocar este sistema em produção medi o consumo e aparentemente tudo isto consome 16W.

foto da instalação disponível neste album do picasaweb

após alguns reboots ao modem ADSL, consigo ter neste preciso momento "Largura de banda (Up/Down): 959 / 7.827" e com o speedtest.net tenho este resultado

por isso, as longas horas ontem de volta disto, parecem-me que deram um excelente resultado.

Terça, Agosto 9 2011

sapo sessions - fun with dead languages

há coisas do diabo.

há quem diga que o Sapo é uma espécie de Google Português, há também, como em todo o lado, quem diga que o sapo é 'evil'.

é uma empresa de tecnologia como tantas outras por esse mundo fora, e que se esforça por produzir algo que ajude a empresa mãe a ter lucros.

mas é também uma empresa que se preocupa por divulgar informação e eventos, tal como o Codebits, que tive a oportunidade de participar no ano passado.

desta vez fui a uma Sapo Session, sobre um assunto interessante, com um orador peculiar, o Damian Conway.

esta talk é sobre linguagens mortas, tanto linguagens de programação como linguagens faladas.

foi de longe as melhores duas horas que tive a oportunidade de participar este ano.

obrigado Sapo!

Terça, Julho 19 2011

as notas do primeiro ano

ontem faltou colocar aqui as notas obtidas nas doze cadeiras do primeiro ano.

1º semestre:
FSI - 15.64
FTIC - 12.03
MI 1 - 10.57
GaTIC - 12.7
SSTI 1 - 10 (nota obtida em exame)
MAC 1 - 15.35

2º semestre:
IHM - 15.5
MQ - 10
TPDC - 12
TSWI - 14.6
GEE - 15.53
SSTI 2 - 12.88

podemos dizer que a média arredondada disto tudo dá treze (13) valores, não é nada mau para quem não estudava há vinte e oito anos :)

Segunda, Julho 18 2011

o final do primeiro ano

e pronto, lá consegui concluir o primeiro ano da licenciatura em STI na Universidade Atlântica.

teve os seus altos e baixos, algumas notas melhores do que outras, professores excelentes e professores francamente maus.

houve de tudo, portanto.

mantive no segundo semestre a mesma média nas notas que obtive no primeiro, um treze tão sómente.

sei perfeitamente que podia ter feito muito melhor, já que havia margem para tal.

culpo um dos professores por ser altamente críptico na descrição dos trabalhos e como tal, muito semítico a dar notas.

mas pronto, vamos em frente, que já só faltam três semestres e o trabalho final para concluir a licenciatura!

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